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Integração e projeto

Integrador de robôs: como escolher a empresa de automação

O que faz um integrador de robôs, o que ele entrega em cada etapa do projeto, quem responde pela segurança e oito critérios para escolher a empresa certa.

Publicado em 1 de outubro de 20266 min de leituraPor BR Robotics

Robô industrial articulado de longo alcance

O fabricante vende um braço. A fábrica precisa de peças soldadas, paletes montados ou máquinas abastecidas, no ciclo combinado e com segurança documentada. Entre uma coisa e outra existe um projeto de engenharia, e quem o executa é o integrador de robôs.

A norma internacional de segurança reconhece essa divisão. A ISO 10218-1 se dirige a quem fabrica o robô. A ISO 10218-2 se dirige a quem integra aplicações e células robotizadas. Este artigo mostra o que o integrador entrega, o que é responsabilidade dele e como escolher a empresa de automação industrial certa para o projeto.

O que é um integrador de robôs

Três papéis costumam se confundir:

PapelO que entregaOnde termina
FabricanteRobô, controlador e documentação do produtoNo robô como máquina incompleta
DistribuidorVenda e logística do equipamentoNa entrega do equipamento
IntegradorCélula projetada, instalada e produzindoNo resultado: ciclo, qualidade e segurança

Um mesmo grupo pode exercer mais de um papel. O que importa para quem compra é saber quem responde pelo resultado da célula.

O que o integrador entrega, etapa por etapa

EtapaO que você recebe
1. Estudo de viabilidadeParecer sobre a tarefa: se é robotizável, com quais premissas de ciclo e de ganho
2. Conceito e layoutArranjo da célula, modelo de robô indicado, fluxo de peças e de pessoas
3. SimulaçãoAlcance, interferências e tempo de ciclo conferidos no modelo 3D
4. ProjetoMecânico, elétrico, de segurança e de software
5. Fabricação e montagemCélula montada e testada antes de seguir para a linha
6. Teste de aceitaçãoCélula produzindo peças reais antes da entrega
7. Instalação e comissionamentoCélula ligada às utilidades e ao fluxo da linha
8. Aceitação em campoCiclo e qualidade comprovados em produção
9. TreinamentoOperação, programação e manutenção
10. SuporteAssistência, peças e ajustes depois da partida

A lista serve para ler propostas. Uma etapa ausente não some do projeto: ela passa para o cliente, com o custo e o risco correspondentes.

Quando chamar o integrador

O melhor momento é antes de comprar o robô. A escolha do modelo depende da ferramenta, do dispositivo e do layout, e esses três itens só existem depois do estudo da aplicação. Comprar o braço primeiro costuma fixar uma classe de carga ou de alcance que o projeto depois precisa contornar.

Vale envolver o integrador ainda mais cedo quando o produto está em desenvolvimento. Pequenas decisões de projeto, como o acesso a uma junta de solda ou a face de pega de uma caixa, mudam o custo da célula inteira. Nessa fase elas custam uma revisão de desenho. Depois, custam um dispositivo.

Fornecimento completo ou parcial

Há dois formatos de contrato, e os dois funcionam quando a fronteira está escrita.

  • Fornecimento completo. O integrador responde por tudo, da engenharia à partida, e a fábrica recebe a célula produzindo. É o formato indicado para a primeira célula robotizada da empresa.
  • Fornecimento parcial. A fábrica assume partes do escopo, como a base civil, as utilidades, os dispositivos ou os transportadores. Faz sentido quando existe equipe interna de engenharia e de manutenção.

No fornecimento parcial, o ponto crítico é a interface. Quem fornece o dispositivo responde pela posição da peça. Quem fornece o transportador responde pelo sinal de peça presente. E quem responde pela segurança do conjunto precisa estar definido antes da primeira compra.

Segurança

A NR-12 exige que as zonas de perigo tenham sistemas de segurança e que esses sistemas estejam sob responsabilidade técnica de profissional legalmente habilitado (item 12.5.2). Na prática, o engenheiro responsável emite a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), prevista na Lei nº 6.496/1977, para o projeto de segurança da célula.

A apreciação de riscos é feita para a aplicação, com a ferramenta, a peça e as tarefas reais. Nenhum robô chega com ela pronta, porque ela depende do que o robô vai fazer. Os itens que mais pesam estão em NR-12 em célula robotizada.

Documentação e capacitação

O item 12.13 da NR-12 exige manual em português do Brasil, com informações de segurança para todas as fases de utilização. O item 12.16 exige capacitação antes de o trabalhador assumir a função, abrangendo operação, manutenção e inspeção. Em uma célula robotizada, esses dois itens são entregas do projeto, e precisam estar no escopo.

Como escolher: oito critérios

CritérioO que perguntarSinal de alerta
1. Domínio do processoA equipe discute a junta, o mosaico ou o ciclo antes de falar do robô?Conversa que começa e termina no catálogo
2. Estudo antes do preçoA proposta vem com layout, alcance e ciclo estimado?Preço fechado sem ver a peça
3. Escopo de segurançaQuem faz a apreciação de riscos e o projeto de segurança?Segurança "por conta do cliente", sem definição
4. Critérios de aceitaçãoCiclo, qualidade e produção por turno estão escritos?Aceitação subjetiva
5. Relação com o fabricanteHá acesso direto a peças, suporte e treinamento de fábrica?Dependência de terceiros para cada dúvida
6. Suporte depois da partidaComo funciona a assistência, presencial e remota?Ausência de plano para o período de produção
7. TransferênciaProgramas, backups e documentação ficam com o cliente?Programa fechado, sem cópia
8. ProximidadeEm quanto tempo alguém chega à fábrica?Deslocamento longo para qualquer ajuste

Os quatro primeiros critérios decidem se a célula vai funcionar. Os quatro últimos decidem quanto ela vai custar ao longo dos anos, tema de quanto custa um robô industrial.

Erros comuns ao contratar

  • Escolher pelo menor preço entre propostas com escopos diferentes.
  • Definir o robô antes de definir a ferramenta e o dispositivo.
  • Deixar a segurança para depois da instalação.
  • Aceitar a célula sem critérios escritos de ciclo e de qualidade.
  • Treinar só o operador e descobrir, na primeira parada, que ninguém da manutenção conhece a célula.

O que enviar no pedido de proposta

  1. Desenhos ou modelos 3D das peças.
  2. Descrição do processo atual, com tempos.
  3. Volume anual, tamanho de lote e número de turnos.
  4. Tempo de ciclo e resultado esperados.
  5. Tolerâncias e critérios de qualidade.
  6. Layout da área e utilidades disponíveis.
  7. Restrições: prazo, paradas possíveis, normas internas.
  8. Quem, na fábrica, vai operar e manter a célula.

Para aplicações específicas há listas mais detalhadas nos guias de célula de solda robotizada e de robô paletizador.

Integrador próximo faz diferença

Projetos de robótica não terminam na partida. Há curva de produção, peças novas, ajustes de programa e manutenção. Um integrador a poucas horas da fábrica responde mais rápido e treina a equipe com mais frequência.

A BR Robotics tem sede em Caçapava (SP), no Vale do Paraíba, às margens da Via Dutra, entre São José dos Campos e Taubaté, no eixo que liga São Paulo ao Rio de Janeiro.

A BR Robotics

A BR Robotics integra no Brasil os robôs QJAR, da linha EVST. Ela dimensiona o robô e a célula para o processo e integra o conjunto na linha. A linha cobre de 4 kg a 800 kg de carga, com robôs de 4 e 6 eixos para solda a arco, paletização, pintura e manipulação, além de posicionadores, trilho e fonte de solda do mesmo fabricante.

Mais sobre a empresa em Sobre a BR Robotics. Para entender os números de cada modelo antes da conversa, veja o guia do robô industrial.

Perguntas frequentes

O que faz um integrador de robôs?

Transforma um robô em uma célula que produz. O integrador estuda o processo, define o robô e o layout, projeta ferramenta, dispositivos e segurança, programa, instala, comissiona, treina a equipe e dá suporte depois da partida.

Qual a diferença entre o fabricante do robô e o integrador?

O fabricante entrega o robô, que para a norma de segurança é uma máquina incompleta. O integrador responde pela aplicação: robô, ferramenta, peça, dispositivos e proteções funcionando juntos. A ISO 10218-1 se dirige ao fabricante e a ISO 10218-2, a quem integra.

Quem responde pela NR-12 da célula robotizada?

O integrador responde pelo projeto da aplicação e pelos sistemas de segurança, que a NR-12 exige sob responsabilidade técnica de profissional legalmente habilitado. O empregador responde pelas medidas de proteção, pela manutenção e pela capacitação de quem opera e mantém a célula.

O que enviar para pedir uma proposta a um integrador?

Desenhos ou modelos 3D das peças, o processo atual, o volume anual, o tempo de ciclo desejado, o número de turnos, o layout da área e as utilidades disponíveis. Quanto mais completo o pedido, mais comparáveis ficam as propostas.

Vale escolher um integrador perto da fábrica?

A proximidade reduz o tempo de resposta em instalação, ajustes e manutenção, e facilita o treinamento da equipe. Ela pesa, mas vem depois da competência no processo e de um escopo de segurança bem definido.

Fale com a BR Robotics

Envie o processo, a peça e o ciclo desejado. A resposta vem com o modelo indicado, o layout da célula e o orçamento. Fale com a BR Robotics ou consulte a linha de robôs.

Fontes

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Tem um processo para robotizar?

Envie o processo, a peça e o ciclo desejado. A conversa começa pelo seu caso, não pelo catálogo.

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